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Agressividade

Como lidar com crianças agressivas

Por Carla oliveira

Elas xingam, batem portas, destroem brinquedos, chutam o que estiver pela frente, maltratam animais, batem nos amigos e algumas até mesmo agridem seus próprios pais! Há crianças que são extremamente agressivas. E quando são contrariadas ou algo as desaponta, então… sai da frente! O que fazer para acalmá-las?
A psicóloga Cristina Locatelli, autora do livro “Agressividade infantil – relax e reprogramação emocional para crianças”, dá algumas dicas. Segundo ela, um comportamento agressivo constante é sempre um indicador de que algo não vai bem com a criança. É preciso tentar entender o que leva algumas crianças a manifestar esse comportamento, uma tarefa que às vezes exige a ajuda de um psicólogo. Cristina revela algumas das possíveis causas para a agressividade:
• necessidade de amor, atenção, carinho
• ciúmes dos irmãos
• rejeição
• ansiedade
• disputa de poder
• sentir-se incompreendida
• problemas escolares
• problemas de relacionamento com amigos
• imitação do comportamento agressivo do pai ou da mãe
A importância do exemplo
Vamos imaginar a seguinte cena: você está no supermercado com seu filho, ele lhe pede para comprar um doce, você diz “não” e ele fica bravo, bate o pé, ameaça jogar tudo no chão, fecha a cara e começa a chorar. Ele simplesmente se recusa a ouvir o que o você tem a dizer. Que atitude tomar? Segundo Cristina, o melhor a fazer é não gritar com a criança, mas falar em um tom de voz firme, para que ela entenda que deve obedecer.
Para a psicóloga, saber dizer não na hora certa é fundamental. “As birras só serão evitadas se ela souber claramente o que pode ou não fazer”. Ainda de acordo com a psicóloga, é importante não dar atenção somente na hora em que a criança faz coisas erradas, pois isso estará reforçando esses comportamentos indesejados. Para estimular comportamentos positivos, é preciso dar atenção e estimular a criança, dando carinho, beijos, abraços e reconhecendo quando ela faz algo bom.
Algumas crianças são extremamente agressivas e outras são bastante calmas. Será que a agressividade é determinada pela personalidade da criança ou pelo modo como ela é criada? Para a psicóloga, a educação e o exemplo dos pais é essencial para determinar a reação dos pequenos diante dos obstáculos da vida. “É importante que a criança sinta-se aceita, valorizada. Crianças educadas com limites claros, amor, carinho e brincadeiras com os pais serão certamente menos agressivas”, afirma.
Algumas crianças podem chegar ao extremo e agredir os próprios pais. “Essas crianças estão no comando da situação. Elas não têm limites determinados, e descarregam a sua frustração em cima deles, provavelmente bastante omissos com relação ao que realmente significa educar um ser humano”, ressalta a psicóloga.
Como a agressividade se manifesta
Na tabela abaixo, veja de que forma se manifesta a agressividade em cada idade e como os pais devem agir em cada situação.
Idade Como se manifesta a agressividade Como agir com a criança
Até 1 ano Choro, birra, tapas, mordidas. Falando “não” para os comportamentos errados; dando atenção e pequenas recompensas (beijos, carinhos, amor) para o comportamento correto.
Até 4 anos Choro, birra, tapas, destruir brinquedos e outros objetos. Idem acima e mais: estabelecendo claramente os limites; selecionando programas de TV e usando técnicas de relax e reprogramação.
Até 6 anos Choro, birra, tapas, socos, chutes, destruir brinquedos e outros objetos. Idem acima e mais: explicando o comportamento correto; utilizando o castigo, caso necessário, como último recurso.
Até 10 anos Choro, tapas, socos, destruir objetos, plantas, vinganças e pequenos atos maldosos. Idem acima e mais: utilizando exemplos e selecionando as amizades.
Em busca de soluções
E os castigos? São eficazes para controlar os mais nervosinhos? “Melhor do que o castigo é a definição clara, em primeiro lugar, do que a criança pode ou não fazer, de como ela deve ou não se comportar. O castigo deverá ser utilizado somente após uma conversa com a criança sobre o comportamento errado, sobre o que é esperado dela”, explica Cristina. A agressão física é um recurso que deve ser descartado. “Em nenhum caso se deve bater na criança. Se você conseguir estabelecer bem os limites, não irá precisar nem utilizar o castigo”.
Conforme a criança cresce, sua agressividade poderá diminuir ou aumentar, dependendo de como o problema for administrado pela família. “É importante procurar solucionar o problema de agressividade antes da adolescência, fase em que surgem outras dificuldades de relacionamento”, alerta a psicóloga.
Uma alternativa interessante para diminuir a agressividade é utilizar as técnicas de Relax e Reprogramação Emocional para crianças. De acordo com Cristina, essas técnicas servem “para diminuir a agressividade, uma vez que estimulam o hábito de relaxar e a capacidade de adaptar-se a novas situações, pois o mundo globalizado vem trazendo o estresse para os pequenos numa idade ainda bem jovem”. Boa sorte!
Para saber mais:
“Agressividade infantil: relax e reprogramação emocional para crianças”, de Cristina Locatelli, Editora Sucesso.
Texto retirado do site: http://www.clicfilhos.com.br

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Readers Comments (1)

  1. nossa gostei muito deste tema abordado tenho um aluno extremamente agressivo,mas não todo tempo.
    Picos de agressividade,sua mãe é psicóloga,tinha já um comportamento bem forte, mas isso se agravou depois da separação dos pais,quando esta com a mãe e amenizado o comportamento,porém a semana que fica com o pai volta extremamente agressivo.
    Fizemos uma atividade com todos alunos em que teriam que confeccionar algo que simbolizasse o pai e a mãe, ele fez atividade depois de feita teriam que colar um coração em cima das duas atividades para o pai e mãe,porém ele não colou o coração na atividade do pai só na da mãe.então colamos o coração na atividade da mãe.
    A mãe relata que ao chegar em casa ele rasgou todo o desenho do pai deixando somente a figura do coração no desenho do pai,o da mãe não rasgou.
    Puxa me mande alguma idéia do que fazer

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